Impasse com a Prefeitura de Salvador impede retorno das autoescolas

Publicada em 08-17-20

 

Comunicados Sindauto  (4)

Empresários do segmento fazem manifestação nesta terça-feira (18/08), às7h, pedindo retorno das atividades

“Precisamos e podemos retornar”. Essas são as palavras de ordem dos 64 empresários de Centros de Formação de Condutores (CFCs/Autoescolas) de Salvador, que estão entrando no quinto mês de paralisação das atividades. Embora o reabertura das autoescolas tenha sido regulamentada em todo estado pela Portaria Nº 227 do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA), na capital, os candidatos à primeira habilitação continuam impedidos de concluir o curso e tirar a CNH. Até o momento, o setor não entrou em nenhuma etapa do plano de reabertura anunciado pela gestão municipal. Para reivindicar o retorno do segmento, proprietários de autoescolas farão protesto na terça-feira, às 7h, na Praça Municipal de Salvador.

“Não há argumento que justifique o adiamento do retorno de nossas atividades, sobretudo, quando vemos setores que oferecem mais riscos funcionando. Desde abril, elaboramos um protocolo de segurança e saúde, demonstrando que é completamente viável a reabertura de nossas empresas”, explica Wellington de Oliveira, presidente do Sindicato das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores da Bahia (Sindauto Bahia). De acordo com ele, o protocolo informa a adoção da teleaula, para o curso teórico, e medidas de segurança, como uso obrigatório de máscaras e higienização dos veículos entre as aulas práticas.

Em julho, o sindicato teve uma reunião com a comissão de retomada econômica do governo do estado e, no início de agosto, houve uma conversa com o comitê de crise da gestão municipal, mas sem qualquer avanço. “Já estamos adaptados para oferecer o curso teórico por meio de teleaula e nosso curso prático só permite um aluno e um instrutor por veículo, ou seja, oferece menos riscos que um serviço de transporte por aplicativo ou táxi. Nenhuma recepção de autoescola possui mais de 200 m², como lojas que já estão autorizadas a funcionar”, reforça Wellington de Oliveira.

Além de prejudicar alunos que estão com o processo de habilitação paralisado, segundo o sindicato, a suspensão prolongada põe em risco a sobrevivência das empresas, que tiveram seu faturamento reduzido a zero desde o início da pandemia. “Foram quase cinco meses sem nenhum faturamento e sem ajuda ou auxílio financeiro do poder público. O único alívio que tivemos, nesse período, foi a possibilidade de suspender os contratos, mas o programa já acaba agora. Como vamos pagar funcionários com as portas fechadas? Não temos a mesma estrutura de uma escola convencional, não podemos ser enquadrados na mesma categoria”, finaliza o presidente do Sindauto Bahia.

 

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Lívia Santana

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