CARREATA SOLIDÁRIA

Publicada em 06-24-20

 

Autoescolas realizam manifestação pela categoria com mobilização para doação de sangue em Salvador   

 

Os Centros de Formação de Condutores (CFCs/Autoescolas) se unem numa mobilização solidária em prol da categoria e da sociedade. Nesta quinta-feira (25/06), empresários do segmento seguem em carreata pela cidade até o hemocentro, onde farão doação de sangue. A iniciativa é do Sindicato das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores da Bahia (Sindauto Bahia) e visa chamar atenção da sociedade sobre dois temas essenciais em tempos de pandemia: o abastecimento dos bancos de sangue e a situação do sistema de habilitação na Bahia.

“Sabemos que não é apenas o nosso setor que tem sofrido com a crise que, antes de qualquer coisa, é uma crise de saúde pública. Por isso, buscamos uma forma de chamar atenção da sociedade sobre a realidade enfrentada pelas autoescolas e, ao mesmo tempo, contribuir da forma que podemos para o sistema de saúde”, explica o presidente do Sindauto Bahia, Wellington de Oliveira. A concentração acontecerá a partir das 6h30, em frente à sede do sindicato (Av. Tancredo Neves 969) e seguirá em carreata pelas ruas de Salvador, rumo ao Hemoba.

Mais de 36 mil pessoas estão com o processo de habilitação suspenso, desde o início da pandemia do novo coronavírus na Bahia. Em março, as 386 autoescolas do estado tiveram que fechar as portas em função de decretos municipais e estaduais, emitidos, inicialmente, como medida de contenção à disseminação da doença. De acordo com o sindicato, além de prejudicar muitos alunos que precisam da habilitação por uma oportunidade de emprego, a suspensão das atividades aprofunda a crise que as autoescolas já enfrentavam há algum tempo.

“Somos pequenos empresários, em sua maioria, empresas familiares que estão passando por extremas dificuldades. Não temos qualquer auxílio ou assistência como isenção de IPVA, e nossos custos operacionais são altíssimos. Nosso receio é de que muitas empresas não consigam reabrir, se permanecerem fechadas por mais tempo. Isso, sem dúvida, pode trazer um colapso ao sistema de habilitação no estado”, afirma Wellington de Oliveira, presidente do SIndauto Bahia.

Este colapso, no entanto, pode ser evitado segundo o presidente do Sindauto Bahia. Em abril, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) publicou a Deliberação nº 189/2020, permitindo a realização do curso teórico remoto (teleaula). A medida já foi regulamentada pelo Detran BA, por meio da portaria nº 202 de 20 de maio de 2020, onde diz que o aluno pode cumprir a carga horária de 45h/aulas teóricas, por meio de aulas ministradas ao vivo e transmitidas por plataforma tecnológica e acompanhada por celular, notebook ou tablet. A alternativa é opcional e válida enquanto durar a pandemia.

Mesmo com esta deliberação, as autoescolas ainda precisam da autorização para abrir a fim de ministrar essa aula remota e orientar os alunos por telefone. Outro argumento apresentado pelo Sindauto é que os exames práticos e teóricos, etapas obrigatórias para obtenção da CNH, funcionam por agendamento, o que pode coibir facilmente aglomerações. A categoria elaborou um Plano de Ação para a reabertura gradual do Sistema de Habilitação, com protocolo de segurança específico, como uso de máscaras, disponibilização de álcool gel para instrutores e alunos e higienização dos veículos entre cada aula prática. As aulas práticas são individuais e oferecem menos riscos que os serviços de transporte por aplicativo, que podem levar até cinco pessoas no veículo, por exemplo.

“Não estamos alheios ao cenário crítico de saúde pública decorrente da pandemia da Covid-19. Levando em consideração todas as recomendações sanitárias, de prevenção e segurança, elaboramos um protocolo específico viável para ser adotado por todo o Sistema de Habilitação (postos de Detran-BA, Clínicas e Autoescolas). Já apresentamos este plano ao Detran-BA, Governo do Estado e Prefeitura de Salvador. Reforçamos que as autoescolas não possuem a mesma estrutura das demais  instituição de ensino, por isso não devem ser enquadradas nesta categoria”, defende Wellington de Oliveira.

 

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Lívia Santana

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