Notícias “oficiosas" geram impacto negativo no segmento de autoescola Feneauto busca Denatran pa

Publicada em 06-14-19

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Feneauto busca Denatran para alinhar mudanças 
 
Diante da repercussão da última notícia divulgada pelo Contran, a Federação Nacional das Autoescola e Centros de Formação de Condutores enviou, na última sexta-feira (14),  ofício ao Denatran, externando preocupação da categoria e solicitando nova reunião para alinhamento das mudanças no processo de habilitação. A principal questão está no efeito das constantes informações oficiosas, divulgadas sem os devidos esclarecimentos quanto a aplicação das  novas regras e seus impactos para o segmento e sociedade.
 
No documento, é destacado como tais notícias tem gerado prejuízos para o segmento,  inibindo as matrículas nas autoescolas, uma vez que os alunos ficam na constante expectativa desta efetiva mudança. A informação mais recente já trouxe reflexos para os CFCs de todo o Brasil, que relataram cancelamento de matrículas. Nesta reunião, será discutida as circunstâncias jurídicas das mudanças anunciadas, sobretudo, da desobrigação do simulador de direção. 
 
A diretoria executiva do Sindauto Bahia seguirá atuando e acompanhando os desdobramentos desta articulação, em defesa dos interesses da categoria.  
 
ENTENDA O CASO
 
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) anunciou nesta quinta-feira (13) grandes mudanças para o processo de formação de condutores no país. Segundo o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em seu twitter, o Contran decidiu “acabar com a obrigatoriedade de simuladores de direção”.
 
Com fim da obrigatoriedade, a quantidade de horas/aula para obtenção da categoria “B” cairá de 25 para 20 horas. Além dessa mudança, o Contran deve editar resolução alterando outros pontos do processo de habilitação, diminuição da aprendizagem noturna, novos procedimentos para obtenção da Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC) e possível redução na carga horária para mudança de categorias “C”, “D” e “E”. Para que as mudanças entrem em vigor é preciso aguardar a publicação da resolução do Contran.